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Todo esforço humano é guiado por processos, desde o planejamento de um feriado ao gerenciamento da fabricação de um foguete. Isso significa dizer que os processos que envolvem nossa vida podem ser aprimorados tanto pela nossa experiência, exemplo da folga do trabalho, como por sofisticadas tecnologias baseadas em investigação cientifica, caso de corporações preocupadas em melhorar seus resultados.

Para lidar com mudanças cada vez mais rápidas de um mercado em crescente globalização, a Tecnologia da Informação (TI) foi aproveitada para aperfeiçoar negócios. Esse cenário de inovação possibilitou a emergência do Business Process Management (BPM), em português Gerenciamento de Processos de Negócio. O BPM alinha TI e tecnologias operacionais com as estratégias organizacionais.

O BPM alinha tecnologia da informação e tecnologias operacionais com as estratégias organizacionais

A palavra processo (process) significa um conjunto de atividades executadas por humanos ou máquinas em busca de determinado resultado. Por sua vez, negócio (business) refere-se à interação de pessoas em um conjunto de atividades que buscam agregar valor para os clientes e gerar benefícios para os interessados. Portanto, um processo de negócio (Business Process) é um trabalho realizado fim-a-fim, que entrega valor para os clientes e ainda contribui para outros processos.

Definições complementares

O BPM pode ser definido como “processos de apoio de negócios que utilizam métodos, técnicas e softwares para projetar, executar, controlar e analisar processos operacionais que envolvem humanos, organizações, aplicações, documentos e outras fontes de informação”[¹], de acordo com Wil van der Aalst, Arthur ter Hofstede e Mathias Weske, proeminentes cientistas da computação da Alemanha e Holanda.

Para Gart Capote, autor do livro Guia para Formação de Analistas de Processos, o Gerenciamento de Processos de Negócio é “uma abordagem disciplinar para identificar, desenhar, executar, documentar, medir, monitorar, controlar e melhorar processos de negócio, automatizados ou não, para alcançar resultados consistentes e alinhados com os objetivos estratégicos da organização”[²].

Desdobramentos em uma só solução

Uma das principais características do BPM é a interdisciplinaridade, conforme Ryan Ko [³], professor da Universidade de Waikato, diretor do NZ Institute for Security and Crime Science e membro do Ministério da Justiça da Nova Zelândia. Nas últimas quatro décadas, o BPM foi tema de trabalhos de teoria de gestão organizacional, ciência da computação, matemática, linguística, semiótica e até mesmo filosofia.

Essa variedade de abordagens fica visível em sua aplicação. Há autores que distinguem BPM, a metodologia em si, de BPMS, o software aplicado à disciplina, e BPMN, focado na notação de modelagem de processos. No mercado, essas diferenças comumente podem ser vistas em etapas distintas de aplicação. A solução de Gestão de Processos da Interact trabalha com uma proposta integrada, que permeia todos os estágios do BPM com metodologias e softwares de inteligência.

gestão de processos interact
Clique na imagem e saiba mais sobre a solução de Gestão de Processos da Interact

A constituição oficial do BPM enquanto uma área do conhecimento surgiu com a Association of Business Process Management Professionals (ABPMP), criada em 2003 nos Estados Unidos e alçada globalmente em 2010. Ela foi a responsável pela criação do Business Process Managemente Common Body of Knowledge (BPM CBOK), que condensa conceitos e fundamentos da disciplina de BPM.

A construção colaborativa desse guia ofereceu um norte para Analistas de Processos de todo o mundo. No Brasil, o chapter nacional da associação foi fundado em 2008 por Gart Capote, José Davi Furlan, Leandro Jesus, Mauricio Bittencourt e Sérgio Mylius. Em 2010, o CBOK foi traduzido para o português, mesmo ano em que a ofereceu pela primeira vez a prova de certificação profissional internacional.

Conheça o caso de sucesso com o módulo BPM da Universidade Tecnológica Indoamérica, do Equador


As nove etapas do BPM

O BPM CBOK define nove áreas específicas de conhecimento:

1 – Gerenciamento de Processos Corporativos
2 – Organização do Gerenciamento de Processos
3 – Gerenciamento de Processos de Negócio
4 – Modelagem de Processos
5 – Análise de Processos
6 – Desenho de Processos
7 – Gerenciamento de Desempenho de Processos
8 – Transformação de Processos
9 – Tecnologias de Gerenciamento de Processos

Essas etapas podem ser esquematizadas em duas perspectivas:

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Perspectivas das áreas do conhecimento de BPM, conforme o CBOK

Tanto a definição dada por Gart Capote quanto pelos pesquisadores europeus de BPM abordam essas nove diretrizes do CBOK. A solução de Gestão de Processos da Interact caminha nessa mesma direção, com a flexibilidade de se adequar em diferentes cenários e a vantagem de oferecer automatização em todas as fases. Conheça aqui os três sofisticados softwares que compõem a solução em Gestão de Processos da Interact.

Mas afinal, como trabalhar metodologicamente essas nove etapas? Em quais casos devo aplicar o BPM em meu negócio? Quais princípios devem me orientar na aplicação?

Respostas para essas e outras questões você encontrará no próximo post sobre BPM na prática, aqui no Blog da Interact.

 

Fontes:
[1] van der Aalst, W. M. P. , ter Hofstede, A. H. M., and Weske, M. Business process management: A survey. In Proceedings of the Business Process Manage ment: International Conference – BPM’03, 2003.
[2] Capote, Gart. Guia para Formação de Analistas de Processos – BPM. Rio de Janeiro: Gart Capote, 2011.
[3] Ko, Ryan K. L. A Computer Scientist’s Introductory Guide To Business Process Management (BPM). Crossroads, Summer 2009/Vol.15, No.4.

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